Registrado em: Sexta-Feira, 21 de Dezembro de 2007
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Dom Mar 24, 2013 3:32 am
Olá a todos!
Faz bastante tempo que não crio nenhum novo tópico no Fórum, mas agora tenho algo que gostaria de compartilhar com vocês. Entrei no mundo das µ4/3 faz aproximadamente um mês com uma Panasonic GX1 e acho que agora posso falar um pouco a respeito dela.
Para começar, eu não tenho experiência com DSLRs, apenas eventuais clicks em câmeras de amigos, por isso não seria capaz de compara-la com uma Canon ou Nikon de entrada. Todas as câmeras que tive anteriormente eram compactas (A95) ou bridges (Fuji S200EXR) e, em comparação a estas, uma µ4/3 se saí melhor em todos os sentidos.
Quando eu comprei a GX1, estava prestes a comprar uma 650D, mas a diferença de preço assustadora (na França) me levou para o caminho das µ43. Com o valor da 650D (com o kit mais basico 18-55mm), consegui comprar uma Panasonic GX1, uma Olympus PM1 (para meus pais), uma lente da Panasonic 14-42mm e duas lentes da Olympus: 14-42mm e 40-150mm. Uma curiosidade é que o anel de zoom da lente da Panasonic aumenta a distância focal no sentido horário enquanto nas lentes da Olympus isso ocorre no sentido anti-horário. Preciso sempre me lembrar qual lente estou usando.
Bom, dito isso, estou extremamente satisfeito com o investimento. A GX1 se comporta muito bem na mão, com todos os botões na região certa. Tem dois botões configuráveis acessíveis facilmente com a mão direita e outros 2 na tela touchscreen. A tela touch não é uma maravilha em reconhecer o toque, mas esse recurso muito mais ajuda do que atrapalha. Poder selecionar a posição e o tamanho da região a ser focalizada é algo fantástico.
Um bom exemplo uso são fotos nas quais você não teria tempo de encontrar o foco manualmente e não poderia "perder o momento" caso o foco automático resolvesse escolher outro objeto na cena.
Com uma mínima iluminação, o auto-foco é rápido e preciso. Quando a iluminação não ajuda, a câmera tem problemas em encontrar objetos distantes. Até o momento, o único momento em que o auto-foco falhou miseravelmente foi em uma foto da Lua. Nesse caso, precisei usar o foco completamente manual.
Uma coisa que apreciei muito foi a possibilidade de usar o foco manual para dar um ajuste fino na imagem com auxílio de 10x de zoom digital na região focalizada. Essa função é simplesmente fantástica, pois permite escolher com muita precisão o plano focal.
Mesmo com uma lente relativamente escura como as minhas (f/3.5), é possível criar um efeito de bokeh bastante intenso. Isso aliado com o foco manual permite criar efeitos muito bonitos.
Quando tudo mais falha, o botão iA, ao lado do botão do obturador pode fazer literalmente milagres. A proximidade com o botão do obturador, permite aperta-lo e transformar a máquina em completamente "Point-and-Shoot" em uma fração de segundo. Com ele acionado, a máquina toma todas as decisões por você e desabilita o foco manual.
Descobri que o modo automático é particularmente interessante em fotos com flash, pois a fotometria dessas é mais complicada. O flash da GX1 é pequeno e bem pouco eficiente, mas pode ser um grande "quebra-galho" em fotos dentro de ambientes pequenos. Geralmente fotos com esse flash ficam com os realces sobre-expostos e as sombras sub-expostas, provavelmente devido a pequena dimensão do flash. A parte boa é que existe a possibilidade de se usar um flash de verdade na câmera.
Com ISOs baixas, até 400, o ruído é quase inexistente, não necessitando de tratamento algum. Em ISO 800 o ruído já é visível nas sombras e exige um tratamento ainda relativamente suave. Um exemplo de foto em ISO 800 e com flash pode ser visto abaixo.
Em ISO 1600 já é necessário um tratamento mais sério da imagem, onde em um crop de 100% já se nota uma grande perda de detalhes. Esse em particular é o meu limite de ISO: evito usar qualquer ISO superior a 1600.
Com relação as lentes, a Panasonic 14-42mm é fantástica: rápida, silenciosa, estabilizada e com pouca distorção de lente (mesmo a 14mm). A Olympus 14-42mm além de rápida e silenciosa, é extremamente compacta, fazendo dela na PM1 um conjunto pouco maior que uma câmera compacta típica. Por outro lado, a distorção de lente dela se mostrou muito maior. A lente da Olympus 40-150mm se mostrou bem desafiadora quando conectada a Panasonic, pois não há estabilização de imagem. Ao contrário das câmeras da Olympus, as câmeras da Panasonic não tem estabilização no corpo e usam a estabilização na lente. Fotografar a 150mm (300mm equivalente para 35mm) se mostrou um desafio e tanto: só é possível com muita luz. Segue abaixo fotos sequenciais tiradas a 15mm, 40mm e 150mm.
Acho que isso é tudo até o momento. Ainda estou aprendendo a utilizar a máquina e a tratar as fotos no Lighroom. Também ainda não testei lentes Canon FD nessa câmera e espero poder fazer isso em breve. Já tenho comigo uma FD 50mm f/1.8.
Também não pude testar corretamente a gravação de vídeos, pois meu cartão de memória é excessivamente lento para tal. O buffer da câmera acaba rapidamente e o vídeo é encerrado em poucos minutos.
No futuro vou tentar fazer um ensaio desses também na Olympus PM1, que embora tenha um caráter mais "Point-and-Shoot" faz fotos também incríveis com o sensor 4/3.