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 Em busca da Nitidez - como melhorar suas fotos

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Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:07 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Esse artigo serve como continuação do [Artigo] Seis maneiras fáceis de melhorar suas fotografias

Se você ainda não leu o artigo acima é bom dar uma olhada

Citação:
Texto original de Armando Vernaglia Junior - Fotógrafo
Modificado por Ranyére Nóbrega - Volcano - Amante da Fotografia


________________________________________________________
Em busca da Nitidez

Frequentemente vemos fotógrafos, amadores ou mesmo profissionais reclamando da falta de nitidez em suas fotos, geralmente colocando a culpa em suas objetivas, ou no filme, na falta de resolução de sua câmera digital, em qualquer coisa, menos em si próprio. Tendo isso em mente, este texto visa propor uma auto-crítica aos fotógrafos para tentar encontrar os fatores que podem fazer sua foto não atingir a nitidez esperada.

Antes de sair por aí gastando dinheiro trocando todo seu equipamento, vamos analisar várias questões que podem ser as culpadas por suas fotos não estarem tão boas.


Índice do Tópico

I- Pequenas Tremidas

II- O Foco

III- Profundidade de campo insuficiente

IV- Correção Cromática

V- Reflexos internos (flare)

VI- Interferências Atmosféricas (Névoa, neblina, radiação UV)

VII- O Filme (ou a sensibilidade do sensor digital)


Editado pela última vez por Ranyere Nobrega em Sex Fev 11, 2005 10:25 am, num total de 7 vezes

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

I - Pequenas Tremidas.
Um pequena tremida, ou seja, mover a câmera na hora do click pode ser responsável pela perda da nitidez, não estamos falando de grandes tremidas, que são fáceis de se perceber quando se olha a foto, mas sim pequenos movimentos que podem degradar a imagem sem ser tão óbvios.

Tomemos como exemplo um tempo de obturador de 1/125s, é um ótimo tempo quando usamos uma objetiva normal (50mm), ou até uma tele objetiva curta, como uma 135mm, mas se estamos com uma 300mm ou mais, com certeza este não é um tempo adequado.

Existe uma regra básica que diz que o tempo de obturador ideal é 1/distância focal, ou seja, se a lente é uma 300mm, o tempo deve ser igual ou superior a 1/300s. Fácil não? Sim, muito fácil, mas com o advento das lentes zoom, muitos fotógrafos esquecem de alterar o tempo de obturador quando alteram o comprimento focal, imagine o zoom 75-300, um dos mais comuns no mercado, enquanto você está fotografando em 75mm, o tempo de 1/125s é ótimo, mas se você mover o zoom para o 300mm, deverá alterar o tempo para no mínimo 1/250s, pois em 1/125s, não haverá uma grande tremida, mas haverá com certeza uma pequena movimentação, suficiente para prejudicar a nitidez da imagem.

Outro ponto, as câmeras reflex digitais mais comuns tem sensores menores do que um filme 35mm, isso faz com que haja uma aparente mudança na distância focal da objetiva, em geral essa mudança é da ordem de 1,5 a 1,7x o comprimento original. Com isso, uma lente 300mm "torna-se" uma 420mm em uma câmera onde o fator de aproximação/ampliação gerado pelo tamanho do sensor seja 1,6x, com isso, a regra de 1/distância focal deve ser usada com a distância equivalente e não com a distância focal real da objetiva, o mesmo vale para as câmeras compactas digitais com lentes zoom.

Um comprimento típico dessas compactas é a lente 7-21mm (presente, por exemplo, na Canon G2), esse comprimento faz crer que com um tempo de obturador de 1/20s a foto não sairia tremida, mas isto é um engano, pois esta lente dá um campo de visão equivalente a uma 34-102mm, e portanto pode exigir tempos da ordem de 1/100s.

Como diagnosticar a tremida?
Faça uma ampliação de bom tamanho da foto que gerou sua dúvida, algo em torno de 20x30cm e analize-a com uma boa lupa, ou nos casos de imagens digitais, examine-a em 100% no monitor utilizando um software como o PhotoShop, se a foto foi tremida, será perceptível um efeito de "movimento" na foto, e todos os elementos da cena parecerão se "mover" na mesma direção, paralelamente, se você notar que o fundo da foto está perfeito (sem tremida) mas o motivo principal da foto estiver tremido, então é por que o motivo se moveu e não necessariamente você tremeu, mas isso também reduzirá a nitidez do mesmo.

Como corrigir a tremida?
Adotando a regra que relaciona o comprimento focal da lente (ou o comprimento equivalente nas digitais) ao tempo do obturador conforme mencionado acima.

Para o uso do flash, muitas vezes ficamos limitados à velocidade de sincronismo da câmera, muitos fotógrafos acreditam que a luz do flash congela o movimento evitando a tremida, mas isto é apenas meia verdade, visto que a foto feita com uma objetiva 300mm, por exemplo, com flash sincronizado em 1/125, apresentará um registro preciso da área iluminada pelo flash, mas em volta apresentará uma zona tremida devido ao baixo tempo do obturador. Neste caso, só existe solução em câmeras/flashes capazes de realizar sincronismo em alta velocidade, de pelos menos 1/250. Também estão se tornando comuns sistemas de estabilização de imagem em câmeras e lentes fotográficas, mas este artifício não resolve totalmente o problema nem invalida o que foi dito acima.

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:10 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

II - O Foco.
Após analizar a foto, você concluiu que não tremeu, mesmo assim a falta de nitidez incomoda, pode ser que tenhamos um problema de foco, assim como no caso anterior, não falamos de algo absolutamente fora de foco, fácil de se notar, mas sim um pouco, mas o suficiente para degradar a imagem. Em lentes de focagem manual é muito comum ocorrerem estes pequenos erros de foco, nestes casos, um exame na vista para diagnosticar a necessidade de usar óculos pode ser importante, e se o fotógrafo já usa óculos, deve fotografar com eles, mesmo que isso represente algum pequeno incômodo.

E neste ponto, devemos lembrar que hoje, a tecnologia das câmeras auto foco é tão avançada que os sistemas auto foco são muito mais precisos e rápidos que o olho humano.

Como diagnosticar a falta de foco?
Use uma ampliação da imagem e analize-a com uma lupa de boa qualidade, diferentemente da tremida, o foco errado não deixa traços de movimento, mas pode-se perceber o mesmo, caso algo imediatamente à frente ou atrás do objeto fotografado estiver mais nítido que o motivo principal. No caso de um retrato, é como se o nariz ou os cabelos estiverem melhor focado que os olhos.

Como corrigir a falta de foco?
Usando o auto focus da câmera ao invés do foco manual, sendo criterioso na hora de focar escolhendo bem onde é o ponto de maior interesse e que deve receber o foco de sua fotografia e usando óculos se este for seu caso. Em câmeras com ajuste de dioptria, pequenas deficiências visuais podem ser corrigidas, desta forma, coloque no auto foco e faça a focagem em algum objeto, deixe a câmera em um tripé, para que não haja movimentos, com a câmera parada e focada em um ponto, ajuste a dioptria da câmera até que a imagem esteja nítida aos seus olhos.

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:11 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

III - Profundidade de campo insuficiente.

Se a foto não está remida nem desfocada em seu motivo principal, talvez o problema esteja na profundidade de campo. Por definição, profundidade de campo é a área à frente e atrás do motivo fotografado que apresentam-se em foco. Na verdade, o foco real existirá em apenas um plano, mas estas áreas à frente e atrás podem ter definição suficiente para serem consideradas em foco.

A profundidade de campo depende de dois fatores: abertura do diafragma e índice de aumento, diferentemente do que muitos pensam, a profundidade de campo não depende do comprimento focal da lente, pois devemos lembrar que uma grande angular, em tese, apresenta maior profundidade de campo que uma tele objetiva, mas isso se deve ao fato de que a imagem formada por esta lente é muito menor que na tele, se fotografarmos o mesmo objeto com uma tele e com uma grande angular, fazendo com que o objeto fique do mesmo tamanho nas duas fotos, veremos que a profundidade de campo depende na verdade do fator de aumento, e não do comprimento da lente, além da abertura do diafragma.

Quando mais fechado o diafragma (aberturas como f16, f22, f32 etc.), mais profundidade de campo teremos, quanto mais aberto (aberturas como f1.8, f2.8, f4 etc.), menos profundidade de campo.

Como diagnosticar a falta de profundidade de campo?
Caso o motivo fotografado esteja bem focado, mas áreas importantes à frente e atrás do mesmo não estejam, temos a falta de profundidade de campo.
Notamos que o foco está em apenas um plano da imagem e não nos diversos planos que podem compor a cena.

Como corrigir?
Fechando mais o diafragma. Hoje em dia existem lentes modernas com grandes aberturas, como zooms 70-200 f2.8, lentes 85mm f1.4 e por aí vai, essas lentes apresentam a vantagem de poderem trabalhar em ambientes de baixa luminosidade graças às suas grandes aberturas, mas para ter profundidade de campo, dificilmente elas serão usadas em suas aberturas máximas, fazendo com que a vantagem dessas lentes, que são tão caras, não seja tão grande quanto possa parecer.

Deve-se no entanto atentar para um problema sério que ganhamos quando fechamos demais o diafragma da nossa lente. A luz possui diversas propriedades e está sujeita a diversos efeitos, um destes é a difração.

A difração é uma distorção na trajetória dos raios de luz que se desviam de seu curso normal ao passar por frestas muito estreitas, como um diafragma muito fechado, este efeito degrada a qualidade da imagem gerada.

Como fugir então, se com diafragma aberto perdemos profundidade de campo e com ele muito fechado perdemos nitidez? Nestes caso, a média é a melhor solução. Se uma lente tem abertura máxima f2.8 e mínima f22, podemos dizer que o rendimento estará nos diafragmas f5.6, f8 e f11. Logicamente isso não é uma regra fixa, e muitas imagens poderão ser geradas de outras formas, caso seja necessário maior ou menor profundidade de campo, mas em termos de qualidade e nitidez das imagens, a média é o ideal.


Editado pela última vez por Ranyere Nobrega em Sex Fev 11, 2005 10:17 am, num total de 1 vez

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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:12 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

IV - Correção Cromática

Este é um problema mais complicado, devemos ter em mente que as diversas cores que vemos, correspondem a diversos comprimentos de onda e que podem apresentar comportamentos diferentes. Devido às características físicas dos vidros utilizados na construção das objetivas, pode ocorrer o problema da aberração cromática, que é quando uma determinada cor fica fora de foco, pois a lente não consegue apontar os raios dessa cor no mesmo ponto que as demais.

A aberração cromática ocorre com mais frequência em lentes longas, acima de 200mm, em lentes menores ela pode até ocorrer, mas será muito menos evidentes ou problemática. Também é comum a aberração cromática em lentes zoom, quanto maior o leque de distâncias focais coberta pelo zoom, maior a aberração.

Hoje em dia, novas tecnologias permitiram a descoberta e utilização de novos materiais, como o fluorite, elemento que é capaz de reduzir quase totalmente as aberrações cromáticas, mas em geral, as lentes feitas com estes elementos ainda são muito caras e representam os modelos top de linha. Fora o fluorite, os fabricantes de lentes conseguiram desenvolver também vidros opticos melhores, os chamados "elementos de baixa dispersão", que amenizam a maioria das aberrações tornando-as praticamente imperceptíveis, as lentes dotadas desses elementos são normalmente chamadas de "apocromáticas".

Neste caso, não existem truques, técnicas ou filtros que corrigem o problema das aberrações, e só a substituição das lentes por outras mais caras e modernas pode resolver.

omo diagnosticar a aberração cromática?
Ao analizar uma foto ampliada, poderá ser notável que grande parte da imagem esteja perfeitamente focada, mas algumas áreas pareçam ter um contorno desfocado de outra cor, como uma linha defocada azul contornando um objeto vermelho por exemplo.

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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:12 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

V - Reflexos internos (flare)
Outro notável vilão que rouba a nitidez das fotos é o flare, que ocorre devido a entrada e reflexão de raios de luz fora de posição dentro da objetiva. O flare pode se apresentar de várias maneiras, desde manchas bem evidentes nas fotos até leves perdas de nitidiez em algumas áreas que podem deixar um fotógrafo louco até descobrir que era apenas um flare.

O efeito ocorre quando raios de luz provindos de diferentes direções (em especial lateralmente) chocam-se com as bordas das objetivas e entram na mesma completamente fora do que seria a posição ideal para o registro da imagem.

Para evitá-los, o uso de um para-sol na objetiva é absolutamente essencial, pois estes acessórios previnem boa parte invasões de luz laterais à objetiva. Curiosamente, por mais que os fabricantes de câmeras e lentes sempre insistam na utilidade do para-sol, é ainda muito pequeno o número de fotógrafos que utilizam o mesmo.
O para-sol resolve os problemas de invasão lateral, mas não resolve quando por exemplo, o sol está de frente com o fotógrafo.
Nestes casos, só mesmo uma cuidadosa composição poderá resolver o problema, além disso, o flare é mais visível e definido quando se usam aberturas fechadas, como f16 ou f22.
Optar por aberturas maiores, como f8 ou f5.6 pode ajudar bastante a amenizar o efeito.

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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:12 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VI - Interferências Atmosféricas (Névoa, neblina, radiação UV)
A atmosfera terrestre é rechada de diferentes tipos de gases, partículas em suspensão, sejam de ordem natural ou poluição, além de estar sujeita a variações de temperatura que alteram todos os fatores anteriores, e tudo isso altera a qualidade de uma foto.

Uma das interferências mais comuns da atmosfera sobre a fotografia é a radiação ultra violeta, invisível aos olhos humanos mas que afeta os filmes fotográficos.
O efeito da radiação UV é bastante perceptível em fotos de paisagens, onde nota-se uma perda de definição conforme aumenta a distância do objeto fotografado (montanhas ao fundo de uma paisagem, por exemplo). Este problema é facilmente corrigido com o uso de um filtro UV acoplado à lente fotográfica, que elimina esta radiação tornando as imagens mais nítidas.

Fora o UV, também podemos ter efeito de névoas e neblinas naturais, que agem difundindo a luz, e também absorvendo algumas gamas de cores, tendendo a deixar a imagem azulada. Isso ocorre graças as partículas de água em suspensão (neblina), ou geradas pela evaporação do mar e pelo movimento das ondas (comum em praias). O efeito é mais evidente próximo ao meio dia. Dias nublados geram o mesmo efeito azulado nas fotos.

Para corrigir isso, um filtro âmbar claro (81B) pode ser o melhor remédio, pois seu tom ligeiramente amarelado corrige o azul da névoa e de dias nublados.

Filtros polarizadores também são úteis, tanto para o UV quanto para a névoa, pois eliminam reflexos e filtram radiação UV corrigindo as duas aberrações, o problema é que o polarizador altera o contraste da imagem e intensifica algumas cores, e este efeito nem sempre pode ser o desejado.

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:13 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VII - O Filme (ou a sensibilidade do sensor digital)

Um dos últimos fatores é o filme (ou sensibilidade do sensor), e neste caso podemos apenas dizer que quanto mais baixo o ISO do filme/sensor (ISO25, ISO 50 e ISO 100), mais definidas e nitidas serão as imagens, com cores mais fiéis e vibrantes, enquanto o uso de filmes de ISO alto, mais sensíveis à luz, como os ISO 400, 800 e 1600 apresentarão nitidez menor e qualidade de cor e contraste inferior. O ISO 200 pode ser considerado um filme ideal para o dia-a-dia, pois não perde tanta qualidade como os de ISO alto mas não tem seu uso tão restrito como os de ISO baixo, que por serem pouco sensíveis à luz requerem condições ideiais e abundância de luz para seu uso. Nas digitais, o ideal é sempre usar o ISO mais baixo que ela tiver. Usar filmes de fabricantes reconhecidos é altamente recomendável, Fuji, Agfa, Kodak e Ilford são marcas dotadas de grande qualidade e com produtos que atendem à diversos tipos e estilos de fotografias, filmes sem marca/genéricos, em geral de origem chinesa, normalmente são muito ruins.

Gustavo_bl
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 10:34 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Muito bom, parabéns.

Mas o melhor não é mover esse tópico para a sessão de tutoriais?? Acho que lá fica melhor posicionado. yeah

Subaquatik
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 2:31 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Very Good volcano yeah

Fernando Alves
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 4:07 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Fine yeah , volcano!

SaGaZ
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 4:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

volcano escreveu:
I - Pequenas Tremidas.

Existe uma regra básica que diz que o tempo de obturador ideal é 1/distância focal, ou seja, se a lente é uma 300mm, o tempo deve ser igual ou superior a 1/300s. Fácil não? Sim, muito fácil, mas com o advento das lentes zoom, muitos fotógrafos esquecem de alterar o tempo de obturador quando alteram o comprimento focal, imagine o zoom 75-300, um dos mais comuns no mercado, enquanto você está fotografando em 75mm, o tempo de 1/125s é ótimo, mas se você mover o zoom para o 300mm, deverá alterar o tempo para no mínimo 1/250s, pois em 1/125s, não haverá uma grande tremida, mas haverá com certeza uma pequena movimentação, suficiente para prejudicar a nitidez da imagem.


Muito bom volcano, achei muito interessante essa parte yeah

Nota 10 Mr. Green


[]s

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Sex Fev 11, 2005 7:43 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sagaz por isso que o sistema de estabilização é importante em uma camera com zoom de alto alcance. Vamos supor que vc tenha a já esquecida FZ20 no zoom máximo de 420 mm. Para ter uma boa estabilização teria que ter um tempo de 1/420 s, ou seja, usar à noite seria praticamente impossível. Mas com o IS esse tempo pode cair para 1/210 ou menos dependendo do tempo, pode parecer pouco, mas o zoom 12x à noite também é bem dificil de ser usado, a não ser que tenha uma boa iluminação. Bom é só para exemplificar.

D
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MensagemEnviada: Seg Fev 14, 2005 12:27 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Excelente o tutorial. Já que o Auto Focus é muito mais preciso que o Manual Focus, quando esse último deve ser usado?

Obrigado! Smile

Ranyere Nobrega
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MensagemEnviada: Seg Fev 14, 2005 8:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Em situações de pouca luminosidade o foco manual pode ajudar, desde que vc consiga estimar a distância, mesmo que seja uma aproximação. Com isso será possível encontrar a distância hiperfocal (tem esse assunto emoutro tópico).
Agora o Auto Focus é mais preciso do que o Olho Humano, claro que para fazer o manual focus terá que usar o olho humano, mas um olho bem treinado é diferente da maioria.
Algumas cameras dão um "zoom" no LCD enquanto se usa o manual focus, o que auxilia na hora de focar e é um recurso interessante.
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